Resumo
O objetivo é descrever um caso raro de melanoma metastático com acometimento orbitário, enfatizando os achados clínicos, de imagem, histopatológicos e terapêuticos, além de contextualizar essas observações com uma revisão da literatura recente. Relato de caso incluindo apresentação clínica, avaliação oftalmológica, exames de imagem, histopatologia e imunohistoquímica, seguido de discussão integrativa com a evidência publicada. Um homem de 66 anos apresentou cefaleia, dor ocular e edema progressivo do olho esquerdo, que evoluiu para proptose e sangramento ocular espontâneo. A tomografia computadorizada de órbita revelou espessamento difuso dos músculos retos lateral e superior, com deslocamento anteromedial do globo. A histopatologia mostrou células tumorais pleomórficas com pigmento melanocítico, e a imunohistoquímica confirmou o diagnóstico por meio de positividade para HMB-45, Melan-A e S100, além de expressão focal de CD56. O estadiamento sistêmico identificou metástases hepáticas e pulmonares, compatíveis com doença avançada e prognóstico reservado. O paciente foi encaminhado para terapia oncológica sistêmica paliativa, destacando os desafios diagnósticos e as limitações terapêuticas frequentemente relatadas na literatura para essa entidade rara. O melanoma orbitário, especialmente no contexto metastático, é uma condição rara e agressiva, associada a prognóstico desfavorável. O diagnóstico depende da combinação entre avaliação clínica, exames de imagem, histopatologia e imunohistoquímica. Este caso reforça a necessidade de avaliação multidisciplinar e destaca a importância de pesquisas adicionais para otimizar estratégias terapêuticas nesse cenário clínico incomum.
Palavras-chave: Melanoma; Neoplasias orbitárias; Órbita; Histopatologia; Imunohistoquímica.