Resumo
As lentes filtrantes medicinais têm se destacado como recurso relevante na reabilitação visual por sua capacidade de bloquear faixas específicas do espectro visível, reduzindo desconforto e aprimorando o desempenho visual. Sua aplicação mostra benefícios expressivos em patologias como acromatopsia, distrofia de cones, albinismo, discromatopsias do eixo vermelho-verde. A literatura recente reforça sua aplicabilidade clínica, evidenciando impactos positivos na funcionalidade visual, sobretudo na redução da fotofobia incapacitante e melhora de contraste nas atividades de leitura. O artigo cita a ausência de um protocolo universal de adaptação, enfatizando assim, a necessidade de avaliação individualizada baseada em exame oftalmológico completo associado a testes com caixas de provas de filtros certificadas. Destaca ainda, a importância no teste das mesmas de se considerar por exemplo, aspectos como propriedades espectrais das tonalidades e transmitância. Uma metologia sistematizada de adaptação pode aprimorar a assertividade da prescrição e orientar futuras investigações sobre sua utilização.
Palavras-chave: Lentes filtrantes medicinais; Fotofobia; Reabilitação visual; Sensibilidade ao contraste; Acromatopsia; Prescrição individualizada; Desempenho visual.