Resumo
OBJETIVO: Relatar um caso raro de esporotricose ocular e destacar sua relevância clínica e epidemiológica no contexto do aumento da incidência de transmissão zoonótica no Brasil.
MÉTODOS: Descrevemos a apresentação clínica, a propedêutica e o manejo terapêutico de uma mulher de 30 anos com conjuntivite granulomatosa por Sporothrix schenckii.
RESULTADOS: A paciente apresentou lesão granulomatosa no fórnice inferior do olho esquerdo, associada a hiperemia conjuntival e desconforto local. A cultura do raspado conjuntival confirmou S. schenckii. Foi iniciado Itraconazol oral 200mg/dia, com regressão gradual da lesão após um mês. A resolução completa, com cicatrização, ocorreu em 90 dias, sem recorrência durante o seguimento e com preservação da acuidade visual.
CONCLUSÃO: A esporotricose ocular, embora incomum, tem emergido em regiões brasileiras hiperendêmicas devido à transmissão zoonótica. A suspeição diagnóstica frente a conjuntivites granulomatosas e o tratamento adequado são fundamentais.
Palavras-chave: Conjuntivite; Esporotricose; Infecções oculares fúngicas; Sporothrix schenckii; Zoonoses.